segunda-feira, 31 de março de 2008

Formatura da mamy



Momento filha-coruja!



A oradora e...




CDF da turma



Já fala como uma advogada



A foto da foto



Come-bebe-morações



Come-bebe-morações 2


domingo, 30 de março de 2008

Ecos




O som trágico emitiu ecos
destrutivos para ouvidos
tão inocentes e despreparados.
Um inconveniente para a verdade
vivida em um cômodo
que prende sem uso de grades.
Quem sabe o que ecoa
o mova em direção ao abandono
de uma falsa liberdade.


Ilustração: Eco & Narciso (mitologia grega), de 1903 pintura à óleo feita pelo inglês John William Waterhouse (1849-1917)

terça-feira, 25 de março de 2008

Cartas aleatórias para a falta lógica




As cartas embaralham
sem nenhuma lógica.
As aleatoridades espalham
planos cheios de enganos.
Válvulas de escape para
passar os anos sem as glórias
pensadas numa noite ilusória
que prolongou-se sem ter tamanho.
Amanheceu de óculos escuros
e com os apuros de quem pensa
ser o sol uma lua cheia.
A loucura da besteira
de não perceber diferenças.
Talvez não queira.


Foto: Vila dos Pescadores - 28-05-2007

sábado, 22 de março de 2008

A doença da descrença




Desacredito. Sem crédito
tudo torna-se um tédio.
Amigos, céu e umbigo.
Uma infecção sem manifesto.
Depois uma febre como aviso.
Delírio pede remédio, mas
a garganta rejeita comprimido
tão comprido. Seria um mero
paliativo. A enganação tornaria-se
um vício. Dor e analgésico
dão as mãos como forma de atrito.
Apenas uma relação de benefícios.


Ilustração: WEB

quarta-feira, 19 de março de 2008

Princesas




Princesa do desequilíbrio
Escolha feita
A partir disso
Voa e seja
Esqueça do desperdício
Cria em troca do alívio
Fria no paraíso.

Princesa da insensatez
Veja e guarde
Esqueça o que fez
A realeza é covarde
Já perdeu a vez
Besteiras à parte
feitas por uma falsa lucidez.

Princesa da loucura
Esqueça e siga
Desista da cura
Queira, mas não diga
Apenas vá à rua
E conclua que
se cria mais quando se frustra.


Figura: WEB

terça-feira, 18 de março de 2008

Túmulos




O erro foi crer na eternidade. Eterno nunca é. No máximo prolongamentos, não muito fiéis, de alguns dias. E estes viram meses, que viram anos. Vinte e sete. Nem sempre o fim é em um túmulo de mármore. Antes deste aparecem muitos, mas de papéis, de lembranças, de idéias, de distância, de água salgada própria. E esta jorra abundante até a boca, mas não é saboreável. Enquanto esta fonte indesejável não estanca, no baile ninguém dança, e a água no copo nunca fica cheia. Até que um dia alguém se atreve a dar os primeiros passos no salão, como também a entornar uma garrafa inteira. Alguém que só pode ser você.


Foto: O Castanheiro - Miguel Afonso

sábado, 15 de março de 2008

A sua dor óssea




O remorso está em seus ossos
Ardente, dolorido e indócil
Não consegue sair pelos poros
Não sai, não sangra, não vira pus
Sem o delírio que a febre produz
Simplesmente dor
A complexidade se estanca,
se remedia, se anestesia...
A simplicidade o faz ser somente
um portador. Talvez um admirador
silencioso do que sente.
Por si próprio rancor.


Figura: WEB photoshopada

sexta-feira, 14 de março de 2008

Menino




Imaginava, mas não tinha certeza
do que o menino aprontava
por essas ruas escuras e sem beleza.

Travessuras de quem aproveita
uma infância clara e roubada
por involuntárias luzes acesas.


Ilustração: WEB

terça-feira, 11 de março de 2008

Cubos




Os cubos que ocupo são no mínimo interessantes.
Cansei daqueles que sabiam que eu caberia antes.
Não suporto saber o que sabem. Monótono e
óbvio são adjetivos pertencentes às igualdades.
A felicidade possui duas mãos – dadas – diferentes.
Se sabe o que sei, não cabe. Se não sei o que sabe,
abrace-me. Armemos um enlace que ultrapasse
um nódulo de círculo. Encubemos entre seis lados.


Figura: WEB - Photoshopada

sábado, 8 de março de 2008

Caminhos além da poesia




Nos últimos dias cheguei a conclusão de que devo expandir minhas formas de expressão. Começo a sentir necessidade de andar por outros caminhos literários. Não que a poesia não me satisfaça mais, pelo contrário, sempre sinto uma atração maior pela subjetividade da caminhada feita em cima de versos e rimas, o que me leva sempre a andar sobre eles, principalmente quando o assunto é demasiadamente íntimo. Os caminhos poéticos oferecem sombras e penumbras que são como verdadeiros esconderijos. Neles torna-se difícil ser achada por qualquer leitor. Porém, por uma necessidade de evoluir gramaticalmente e dissertar sobre assuntos mais objetivos e impessoais, começam a nascer os primeiros textos. Ainda são muito novos, logo, ainda não conseguem andar sozinhos, mas a tendência é sempre para o crescimento e a evolução. O que me leva a crer que daqui pouco vou avista-los correndo por aí.


Foto: Mi (aprendendo a andar) e papi na minha parede imantada.

Em direção à porta




Pulsos quase cortados
por impulsos desperdiçados.
Vultos e tropeços
no quarto desarrumado
e carente de um velho cheiro.

Ainda catam os cacos.
Ainda calçam chinelos
gastos. Gestos sábios
depois de tantos idiotas.

Mas a sabedoria já anda
em direção à porta.
Em minutos vai embora
e a distância chamará
aos berros a ignorância.


Ilustração: WEB

terça-feira, 4 de março de 2008

Arredores da Praça XV



"Não o amor, mas os arredores é que valem a pena..." (Fernando Pessoa)




paço imperial




asas - avião e pombo




pombos e pipoqueiro




centro cultural dos correios




porta pra onde?




onde não podemos ir?




????




outra porta




o fim de tarde por lá




igreja da Ordem Terceira do Carmo




sobrado amarelo




parte de um sobrado vermelho




de baixo




mi pelo Arco do Teles




fim de tarde e dessas fotos


Data: 10-02-07

Uma manhã de sabores




Uma madrugada ácida
quase estraga
esta manhã de sabores.

A casa monocromática
foi abandonada
pelas ruas repletas de cores.

A terra estava árida
mas mesmo assim
brotaram as flores.

A feição pálida
foi disfarçada
pelos melhores maquiadores.

Uma vida estática
as vezes pede uma outra
como se fosse.

E uma lição sábia
ensina sobre
a passagem das dores.


Ilustração: WEB.

segunda-feira, 3 de março de 2008

A cegueira dos olhos arregalados




Olhos arregalados, porém cegos,
estampavam a ignorância de quem
não tinha controle sobre o ego.
O salto estava alto demais
e a admiração pelo resto
era de cima para baixo;
mesmo com os naturalmente altos,
mesmo com os que não estavam por perto.


Figura: WEB - Borboleta-coruja

domingo, 2 de março de 2008

uni e dupli (cidades)




O fósforo produz chama única
Mais uma unicidade entre tantas...

Os olhos formam sempre duplas
Mais uma duplicidade entre muitas...


Foto: 18-05-2007